E eu, como tantas outras, apenas desejo me casar,
tão intrinsecamente enraizado em mim,
mas de profunda genuinidade, essa vontade,
minha, mas também da minha avó, de me ver de branco,
na igreja em específico, nada de praia num domingo,
nem mesmo se fosse um lindo campo.
E talvez seja ultrapassado, ou apenas outro papo furado,
mas a verdade é que me interessa, é um sonho que desperta,
a mim, mas também a minha mãe,
que apesar de nunca ter falado, ter sempre
focado no racional e estudado, sei que
feliz ficaria ao meu lado,
me vendo com um véu levantado.
E eu quero ser amada, por toda uma vida,
não apenas um ano de fachada, um amor
tão grande que precisa de Deus e o Estado,
para atestar este facto, que
nem mesmo o Diabo roubaria esse primor,
que é meu, mas também do homem que eu amo,
que me ajuda a realizar esse desejo insano,
que anseio tanto,
que por ele eu mudaria de país, estado, pra qualquer canto.
E por fim, mesmo que bobagem, eu quero celebrar as bodas,
Quero sentir o tempo, que tanto me assombrou, passar,
agora já sem medo, sem ser criança com pesar
de crescer demais e perder as roupas,
eu quero mais é perder todas,
e com você me casar.
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Autor:
Carolina Gouveia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de fevereiro de 2025 22:01
- Comentário do autor sobre o poema: Poema escrito em Novembro de 2024, aos 22 anos de Idade, em Lisboa, Portugal
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 21
- Usuários favoritos deste poema: nathfgouveia, SADE, Arthur Santos

Offline)
Comentários1
O grande amor, o que será de certo ?
uma insensatez tocante
um voo rasante
uma linguagem em silencio
que se expressa através de gestos ilimitados
para o bem .
Suas expectativas são belas ! ficarei torcendo por ti poetisa .
Abraço.
Muito obrigada pela suas palavras.
Obrigada por ler 🙂
beijinhos
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