Aviso de ausência de victoremmanuel
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No abrigo dos tormentos e no fim do precipício,
Uma linda aurora se ergue, mas sem resplendor;
Enfadonha e seca, fita a luz, consumida pela dor.
Seus olhos piscavam, como se fosse um vício.
Suspirava a cada passo, em cada desvio,
Carregando memórias que a faziam sangrar.
Vivia no passado, que fora sempre tão vazio.
Mesmo lúcida, não notava o tempo passar.
Atenta, olhava à paisagem cinzenta,
Viu-se num espelho de névoas partidas,
E num instante, num lampejo, tão lenta,
Esqueceu o motivo de todas as idas.
Perguntava-se, veementemente, o que a afligia.
O que preocupava todo aquele rancor cansado?
Por que o brilho daqueles olhos já estava defasado?
O que será que ela não percebia, mas que o coração sentia?
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Autor:
victoremmanuel (
Offline)
- Publicado: 7 de fevereiro de 2025 12:36
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 9
- Usuários favoritos deste poema: Melancolia...
Comentários1
Bom quando esquecemos uma dor....As vezes adormecemos a dor ....
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