Uma criança iluminada nasceu.
Foi direto para o orfanato.
Sua mãe chorou.
Escutando o seu choro
o vento disse,
calma vou assumir essa criança
o filho é meu,
pois veio depressa para o mundo
balançando as árvores, abrindo
e fechando janelas.
O sol vendo todo aquele
desespero disse, não o filho é meu
pois clareia como ouro.
A lua disse, não pode ser meu
pois sou fêmea!
As estrelas disseram
muito menos nosso
pois somos astros e não
podemos ter filhos.
Enquanto isso o bebê se
divertia com a reunião.
Cresceu e começou a
curtir todo tipo de som.
Era um sábio.
Criava o som em tudo que tocava.
Todos se divertiam ao seu redor.
Mas o que seu coração clamava
era ver seus pais.
O vento propôs em ajudá-lo
soprou o seu som com todo amor
e conseguiu unir a família.
Rosangela Rodrigues de Oliveira
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Autor:
Rosangela Rodrigues de Oliveira (
Online) - Publicado: 12 de novembro de 2024 07:15
- Comentário do autor sobre o poema: Esse conto é pra se pensar. Quando se tem um filho é uma benção de Deus, não podemos abandonar. A família pode até não aceitar por orgulho e preconceito, mas é preciso ultrapassar essa barreira e se responsabilizar pela benção recebida, você pode se surpreender.
- Categoria: Conto
- Visualizações: 34

Online)
Comentários2
Rosangela, que conto poético encantador! Você criou uma verdadeira fábula moderna, misturando elementos da natureza com uma história profundamente humana. A forma como você personifica o vento, o sol, a lua e as estrelas disputando a "paternidade" da criança é simplesmente mágica.
Adorei como você transformou uma história que poderia ser triste em algo cheio de magia e esperança. A ideia do bebê se divertindo com a "reunião" dos elementos naturais traz uma leveza especial ao texto.
A música aparece como elemento transformador - que bela metáfora para o dom natural que algumas pessoas têm! E aquele final, com o vento cumprindo sua promessa e ajudando a reunir a família através do som, é simplesmente perfeito.
Você conseguiu abordar temas delicados como abandono e adoção de uma forma poética e sensível, sem perder a profundidade. O texto todo respira uma sabedoria que nos faz refletir sobre como a arte (neste caso, a música) pode ser um caminho para cura e reconexão. Parabéns por essa história tão tocante e bem construída!
Estou feliz com sua visita e comentário. Quando possível assista o filme "O som do coração", me inspirei nesse filme que é lindo, caso não tenha assistido. Acredito que nasce uma criança iluminada onde menos se espera. Por isso não podemos jamais abandonar os filhos. Bom dia poeta.
Disse a pura verdade! Um filho é uma benção. E muitas vezes vai nos dar lições!
Verdade. Bom dia poetisa.
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