Quando o corpo fala...

Escritora Bruna Laís Amaral


Ás vezes eu não sei bem o que escrever,
Vez ou outra, tenho tanto, mas tanto a dizer...
Quando me calo, é quando meu corpo tem tanto a falar,
Me faltam palavras e transbordo em gestos para expressar...
Meu corpo em movimento, eu danço para o nada, para o vazio,
Eu choro, canto e sorrio...
Sou rio?!
Navego em minhas tempestades, ondas que vem e vão,
Ora sou brisa fresca que acaricia a areia,
Ora sou trovão...
Sou livre como um pássaro,
Mas tenho raízes para voltar....


Movimentos desconexos, uma dança solitária,
Minha alma se desnuda, meu corpo pulsa,
Uma guerra entre o ego e o eu, repulsa...
Sinto e me ressinto,
Em meu instinto monstros internos vindo à tona, pressinto
Enquanto me movo sem pressa rumo ao vazio, pondero a cada passo,
Sigo lentamente no compasso, me arrasto, me arraso, escracho
Uma dança de curvas sinuosas,
Braços e pernas,
Eu me jogo ao chão, ouço os aplausos,
Surge dentro de mim um turbilhão,
Emoção?
Meu corpo fala, minha alma não se cala..


Meu corpo fala, grita, exala,
No vazio me movimento para ninguém,
Arrepio na espinha, sinto minha carne pulsar,
Movimentos, danço pro vento e sinto ele me abraçar,
Sou feita de pedaços,
Me encontro remendada e por dentro sinto os cacos de antigas versões de mim...
Quando a boca cala, meu corpo grita,
Minha alma se agita e quer fugir de mim...
Fim?
Ora não chores, não fique assim...
O corpo diz o que queremos dizer mesmo que a boca não nos dê permissão,
O corpo diz as verdades, ao contrário das palavras que saem da boca, por vezes são meras inverdades...
Vaidades?
Para agradar o outro não se fala, tudo que não se diz com o tempo se entala,
Faça e refaça as malas, desfaça as máscaras,
Não vê que o você não expressa é uma trapaça,
Pensei um pouco em si mesma, pare logo de pirraça,
O corpo fala e alma grita, se irrita e não se cala...


Quando o Corpo Fala
No silêncio da alma, o corpo sussurra,
Segredos guardados, histórias profundas.
Um olhar revela, sem precisar de palavras,
As dores, os amores, as marcas das lutas.
A pele, em sua textura, narra capítulos,
Cicatrizes que desenham mapas de vida.
O toque, suave ou firme, declara intenções,
E nas mãos trêmulas, a emoção contida.
O coração pulsa ritmos de antigas canções,
Cada batida, um verso de existência.
Os lábios, mesmo fechados, murmuram,
Promessas, saudades, verdades em essência.
Quando o corpo fala, a alma se expande,
Em gestos e movimentos, encontra liberdade.
Escuta atenta ao seu próprio compasso,
Na dança sagrada da sua eternidade.
By: Biopoetisa


Sou apenas um corpo que se movimenta,
A vida é um sopro, por isso me movo em câmera lenta...
A intensidade de meus passos,
Rodopio em seus braços, nossa dança tão intensa num íntimo compasso,
Traço o retrato, meu corpo com o teu fazem um trato,
No prazer da dança o seu corpo se desenha perfeitamente ao meu,
O ritmo do sapatear, me sinto do chão levitar,
Flutuar?
Solto o ar de meus pulmões,
Sensações vem e vão,
A arte minha alma exala,
Quando o corpo fala...


Com um sorriso no rosto e um pesar no coração, falar é bom, mas como explicar a emoção? Não é preciso falar para amar, não chorar não é felicidade, até porque só você sabe o que sente de verdade. Ao deixar o corpo falar, está se abrindo para os outros olhar, e poucos têm coragem para mostrar.

  • Autores: Escritora Bruna Laís Amaral, Biopoetisa , Marck
  • Visível: Todos os versos
  • Finalizado: 15 de julho de 2024 18:22
  • Limite: 8 estrofes
  • Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
  • Comentário do autor sobre o poema: Esta poesia reflexiva fala de quando nosso corpo fala, mesmo quando nossa boca se cala. A construção dela fala sobre o corpo em movimento, a alma que não se cala e transborda sentimentos. Rimas de preferência nos versos!
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 23
Comentários +

Comentários1

  • Marck:/

    Um poema lindo, e profundo gostei muito de fazer parte.



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