Vida medíocre em último ato
Sonhei com o verso,
entreguei-me com sentimento,
revelei os caminhos do pensamento,
recebi a chave do universo,
e de peito aberto contra o vento,
hoje escrevo o meu último verso
que revela esse sofrimento.
Sempre soube, desde o princípio,
quando percebi num momento
que o tempo era ímpio,
e meu o caminho obscuro
não me levou a um bom futuro,
agora, que finda o tempo,
estou resignado e sem alento
aceitando o derradeiro veredicto,
então, só resta o arrependimento
de ter falado sem nunca ter dito.
Sem aplausos nem vaias,
agradecendo em último ato,
o velho artista retira-se do palco,
atrás de si cerram-se as cortinas
e apagam-se as luzes de seu teatro.
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Autor:
Altofe (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de fevereiro de 2024 09:02
- Comentário do autor sobre o poema: Mais um texto autocrítico intimista em forma de despedida de uma frívola existência.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 18
- Usuários favoritos deste poema: Alex Mayer

Offline)
Comentários4
Discrição de uma vida... Que tristemente acontece, com tantas vidas injustamente !
Que o amigo Altofe, desenrolou , em uma profunda e magestosa poesia
Parabéns
Abraço amigo
Discrição de uma vida... Que tristemente acontece, com tantas vidas injustamente !
Que o amigo Altofe, desenrolou , em uma profunda e magestosa poesia
Parabéns
Abraço amigo
Obrigado poeta, na vida somente somos atores principais de nossa própria história, mas até nela as vezes passamos a ser coadjuvantes quando não figurantes. Abs.
Parabéns, belo demais.
Muito obrigado por sua atenciosa leitura caro poeta. Abs.
Amigo gosto de poesia como também de filosofia, o interessante é para mim pensar como as duas nos dão a oportunidade de simplesmente observar fatos sem fazermos algum juízo de valor,como nessa belíssima poesia ,que para mim traz o niilismo da vida ,porém sem peso ,só é assim e pronto.
Parabéns
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