Luto diariamente para ficar bem,
Tentando seguir sem pensar em nós.
Eu sei, não é fácil caminhar sozinho,
Dói o silêncio de ouvir minha própria voz.
É ruim essa análise que o peito faz,
De achar que a vida já não vale a pena,
Enfrentando ideias que roubam a paz
Em uma mente que se torna pequena.
Minha consciência insiste no fracasso,
O medo me aperta, falta o seu abraço.
É amargo o gosto de estar perdido,
Nessa escuridão de um tempo esquecido.
Mas vou seguindo...
Vou colocar uma música para tocar,
Fazer uma faxina, o pó sacudir,
Desatar os nós que insistem em sufocar,
E deixar o ar novamente fluir.
Vou molhar as plantas, ver a vida brotar,
Sentir o carinho no meu pet, o calor...
Se as lágrimas descerem, vou deixar lavar,
Pois o pranto também cura a dor.
Deixo o rio correr para a alma limpar,
Desarmando o corte que o passado deixou.
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Autor:
Jose Rinaldo Pinheiro Leal (
Offline) - Publicado: 17 de fevereiro de 2024 14:51
- Comentário do autor sobre o poema: corta como gilete? Às vezes, ela nasce no simples gesto de molhar uma planta ou tirar o pó de um móvel. Um registro sincero sobre o luto de um 'nós' e a coragem de reencontrar a vida que brota em uma flor.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6

Offline)
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