Jucklin Celestino Filho

DIÁLOGO COM UMA CAVEIRA

 

O crânio macilento de uma caveira,

Me fita contrafeita,

Como a me pedir socorro!

Assustada reclama:

0s germes querem beber meu sangue.

Mas , não há mais sangue;

Querem comer minha carne.

Não há mais carne.

Ela olha-me assustada!

Como se eu fora um bicho faminto,

A devorar outros bichos.

Insiste no olhar assustadiço,

Como se dissesse: foge de mim,

Monstro, com sede insaciável por sangue!

Me sinto desnudo .Expostas minhas culpas.

Essa minha avidez por carne me iguala

Aos mais temíveis predadores .

Sei, não me iludo. Sou caça e caçador .

A caveira me saúda. Breve, virá se juntar

A mim: Será caveira como eu!

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 
 
  • Autor: Poeta (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 10 de Agosto de 2023 16:14
  • Categoria: Gótico
  • Visualizações: 2


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