por Regilene Rodrigues Neves
Nas horas vagas do hoje
Eu sento em frente a minha alma
Na guarita da vida,
Para me proteger dos vândalos
Que ora vem me machucar
Com suas propostas indecentes
Somente a seu favor...
Já esgotada
Debruço meus sentimentos
Na janela
Olhando para o meu coração
Vestido de solidão
Vendo os amantes passarem
De mãos dadas com o amor...
Sinto uma pontinha de inveja
Pelo amor transeunte
No meu destino...
Talvez me amar
Seja para os fortes
Minha essência
Contém o veneno
De um escorpião...
Meu amor é intravenoso
Eu tenho que correr na veia
Me esgotar antes de usar...
Meu gozo vem pela alma
Não é um mero fluxo que escorre.
Antes minha essência
Precisa ser sorvida
Para me causar prazer
Carrego sentimentalidades na alma
Que precisam ser tocadas
De carências passadas...
Enquanto isso
Dilato a poesia
Que preenche às lacunas
Da minha solidão
Olhando os dias passarem lá fora...
Em 03 de maio de 2023

Offline)
Comentários2
Poetiza com excelência! Que perfeição de escrita, quanto sentimentalismo... Eu senti daqui!
O que seria de nós sem a poesia, nos dias de solitude??
"Nas horas vagas do hoje
Eu sento em frente a minha alma
Na guarita da vida" (Regipoeta)
Exatamente assim! Abraço!
Que alegria receber sua leitura e comentário Mariany... Obrigada!
Fiquei lisonjeada com suas palavras... Gratidão!
Poetiza com excelência! Que perfeição de escrita, quanto sentimentalismo... Eu senti daqui!
O que seria de nós sem a poesia, nos dias de solitude??
"Nas horas vagas do hoje
Eu sento em frente a minha alma
Na guarita da vida" (Regipoeta)
Exatamente assim! Abraço!
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