Débora

Era tua filha

Tu cercados pelo mal,

Mal vê quem tu próprio se transforma.

 

Tuas vestes,

Voz,

Cheiro.

Cuspe.

 

Tu achas que teu toque não machuca,

A verdade é que queima e mata.

 

Não vê? 

Tu não vês!

Tu matas quem tu crias,

Tu crias para matar.

 

Silêncio.

 

Ela era só uma criança,

Pelos sonhos, risos e a cor de rosa, ela tinha ânsia.

 

O teu corte:

Dilacera

Raízes, sonhos e cabelos.

Tu sorris e um passo vira uma lágrima.

Tu te satisfazes e transforma a pureza 

Na mais suja imundície.

 

O cotidiano inadequado.

O lado negro de qualquer família.

Comentários4

  • Clara Reis

    Torço para que tua poesia tenha surgido de uma imaginação muito agitada e não de experiências pessoais. Intenso.

    • Débora

      Sim, intenso. Infelizmente não foi só uma imaginação, mas felizmente a experiência não foi minha. Agradeço o comentário

    • PoesiaSilvioFagno

      Forte!
      Nos provoca sentimentos "pesados".
      O que é até natural, por se tratar de temas dessa natureza.

      Parabéns, pela escrita!

      • Débora

        Agradeço o comentário e os elogios. Que bom que gostou!

      • Gislaine Oliveira

        Parabéns! Transmite uma emoção bem real...

        • Débora

          Muito obrigada!

        • Eliel Madeiro

          Muito bom o texto! Poesia é isso... sentimento.

          • Débora

            Agradeço!



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