Marçal de Oliveira Huoya

Selva

O paraíso dói

Por isso o homem destrói

Mas o verde é sedutor

Na candura da inocência do ator

De crédulos de causas obvias

Sonoramente agradáveis

Do interesse de ser bom

E ser visto como

Nos letreiros de neon

Eles querem parecer tão originais

Mas são tão repetitivos e monótonos

Em expressões replicadas de autossatisfação

Abstratos pela intenção à distância

Sempre secos de suor

Esquecem que não são mais crianças

Não se lembram de que são homens

E dos outros iguais

E do que há de pior

Somos o rei dos animais

Onde existem homens

Essa variável incontrolável

De instinto com nomes

E de ser mais



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