2006

o divino feminino

Durante a vida somos ensinados a nos desesperar perante a morte, cegamente teme-la. O conceito da angústia de morte foi imposto pelo ponto de vista dos olhos que brilham, os religiosos egocêntricos que adoram malignizar o desconhecido.

 

O nascimento de uma criança é sempre motivo de celebração, mas não a morte de alguém que viveu muito e isso sempre me intrigou. O fim não é ruim, envelhecer é uma conquista e ser esquecido é um dádiva.

 

Flores perdem pétalas, músicas são descartadas e catedrais são esquecidas mas essas coisas jamais iram significar menos porque no futuro ninguém recebeu as flores, ouviu a música ou visitou a catedral.

 

Pense assim, quando a orquestra finaliza seu espetáculo e o teatro está sendo limpo e daqui a pouco as luzes apagadas, significa que agora as músicas já não importam? Pelo contrário, venturosos os que escutaram toda a sinfonia.

 

 

Sou grata a todos que escutaram minha alta sinfonia, a vida não é um sopro ela é um inspiro.

  • Autor: o divino feminino (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 22 de maio de 2022 23:18
  • Comentário do autor sobre o poema: e tudo vale a pena\r\n
  • Categoria: Carta
  • Visualizações: 18
Comentários +

Comentários1

  • DAN GUSTAVO

    A vida...! Mas vamo viver pra ver no que dá...! Forte e intenso texto, Laryssa! Prossiga e bora ser feliz! Uma boa semana!



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