Durante a vida somos ensinados a nos desesperar perante a morte, cegamente teme-la. O conceito da angústia de morte foi imposto pelo ponto de vista dos olhos que brilham, os religiosos egocêntricos que adoram malignizar o desconhecido.
O nascimento de uma criança é sempre motivo de celebração, mas não a morte de alguém que viveu muito e isso sempre me intrigou. O fim não é ruim, envelhecer é uma conquista e ser esquecido é um dádiva.
Flores perdem pétalas, músicas são descartadas e catedrais são esquecidas mas essas coisas jamais iram significar menos porque no futuro ninguém recebeu as flores, ouviu a música ou visitou a catedral.
Pense assim, quando a orquestra finaliza seu espetáculo e o teatro está sendo limpo e daqui a pouco as luzes apagadas, significa que agora as músicas já não importam? Pelo contrário, venturosos os que escutaram toda a sinfonia.
Sou grata a todos que escutaram minha alta sinfonia, a vida não é um sopro ela é um inspiro.