Pedro de Alma

Desgostos


Aviso de ausência de Pedro de Alma
NO

Desgostos

Desgostos de quem chora, em plena primavera!

Quando seu espelho mira com uma expressão severa;

Em êxtase de ver-se e não se achar gatesgo;

Não parte o espelho todavia se deixa vesgo!

 

Desgostos de quem ama, e quer deixar d'amar

Porque o amor se tornou o seu lindo azar;

Queria tanto que seu amor lh'afaga-se;

Sem ele ao perto em melancolia afoga-se.

 

Desgostos de quem peca, sem entender o seu pecar;

Qu'equânonimamente o naufrágio sorri ao mirar;

         Quando souber que lá morri, ai também s'irá afogar.

 

Quem nos dera a todos esse desgosto acabar;

Anseios, Ansiedades e vergonhas o que me trago!

Voam como andorinhas pelo céu, lindo a matar!

Comentários2

  • Edla Marinho

    Boa noite, poeta. Obrigada pelo carinho de sua presença em meu cantinho poético!
    Amo sonetos, amo muito e ainda sonho poder, algum dia, escrevê-los bem.
    Gostei do seu, destaco :
    "Desgostos de quem ama, e quer deixar d'amar"
    "Desgostos de quem peca, sem entender o seu pecar;"

    Muito interessantes, os versos.

    * temos um gosto em comum : fados

    Tenha uma excelente noite e um feliz fim de semana!

    • Pedro de Alma

      Muito obrigado!
      Ainda sou principiante nisto, e escrevo sem saber bem como é que é suposto, sinto me muito lisonjeado por lhe ouvir a dizer isto, aumenta a confiança,
      Boa noite e bom fim de semana!

    • Maria dorta

      Li por último esse seu primeiro poema ( Desgosto) e confesso nele você foi muito melhor em técnica ,rimas e métrica. Nas fugas todas que li, ainda há coisas a melhorar mas você tem talento. E uma alma de poeta! Portugal, que visto cada ano, desde Camões sempre tem nos dado excelentes vates! Portanto,mãos a obra. Talento tens!



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