Marçal de Oliveira Huoya

Adeus Pasárgada

Foi embora de Pasárgada

Súdito tolerante

Cansou de ser amigo do Rei

De sua régia vontade e de suas idiossincrasias

Planejando ser fora da lei

E importante

Foi em busca de um espelho mais generoso

Onde pudesse se ver como ele lhe via

E como queria ser visto

Novo e maior

E o espelho lhe convencia

Envernizou a alma

Comprou roupa nova

Botou gravatas de seda reluzentes

Armadura impecável donde não se visse ranhura

E ninguém visse cicatriz

Se viu, para tirar a prova

Mudou a assinatura

Abriu o caderno e rasgou o que tinha escrito

Era outro, mas esquisito

Mas quem sabe assim fosse feliz

E mais bonito...

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