Nilma Lima

A vida pede socorro


Nestes angustiantes dias, dias estes de agonia,
Em momentos sangrentos que não parecem ter fim; a vida pede socorro!
Não posso falar o que quero,
Não posso dizer o que penso, nem ao menos tomar decisões pois em mim não tem voz.
A vida pede socorro! Pois filhos de uma pátria, triste e sofredora estão morrendo, envolvidos por um combate infernal... sem saída e sem esperança.
Mitos e verdades sobre preconceitos e religiosidades, contaminam essa sociedade.
Na verdade qual será nossa realidade?
Lágrimas ao vento sem ao menos ter direito a um consolo, sempre envolto de eterna penumbra.
Reféns e telespectadores de vidas e lugares destruídos, em puro caos sem alguém que os defenda da morte. Cidadãos levados por homens
cruéis e um mar de melancolia, por um país sem igualdades; onde a diferença de classes, crescem e prevalecem ... a vida pede socorro.


Vida pede socorro
A vida continua pedindo socorro
Desde muito tempo, ah! Quero tanto que se lembrem
De momentos em que tudo era realizado pela mentira
Cuidava-se e matava-se ao mesmo tempo, rios morrendo
Matas sendo destruídas, nosso minério sendo levado
A vida continua pedindo socorro
Hoje quem mais quer ajudar é levado ao matadouro
Enquanto isso, o sol continua a brilhar,
As folhas secas o vento leva,
mas as árvores ficam desnudas
E na noite seja quente ou fria do esquecimento
O grito continua
A vida continua pedindo socorro.
(NeivaDirceu)


A vida pede socorro
Nos murais, nos afrescos
Nos vitrais
A vida é bebê na imensidão do
Berço
Vejos rios, ruas, cortando o meu coração, mata adentro
A vida é tudo que vejo
A vida é tudo que toco e percebo
a vida é cheiro
Água, fogo, ar
Todos os elementos, em mim,
Em nós
Somos incompetente,
Ou inocentes
Deixamos a vida a deriva
A vida é frágil,
É passageira
Desfilando no trem
Enquanto tudo
Vai ficando para trás.



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.