Thiago R

Cinzas Pelo Campo Flóreo

Caem as cinzas pelo campo flóreo,

Em silêncio e também na soturnez,

Vem o astro de semblante merencório 

Recamado de egrégia lividez. 

 

Ó sonhos que jazem num céu notório,

Na luz pálida, em fria morbidez,

Onde vagam os seres ilusórios 

Recamados de etérea palidez. 

 

Saudade dos luares nevoentos,

Do silêncio vagando solitário 

Entoando para mim a tua ária...

 

Das flores desfolhadas pelo vento,

Dos sinos de outrora em meu fadário 

Numa noite fria e solitária. 

 

Thiago Rodrigues 

Comentários1

  • Jucklin Celestino Filho

    Que soneto maravilhoso! Nota 10 é pouco!
    Parabéns por essa obra de arte!

    • Thiago R

      Obrigado pelas sinceras palavras. Um abraço.



    Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.