Hébron

Inexistido

 

Uma adaga
No peito
Sem pulso
Intruso, desinteiro
Sem ar ou desejo
Sem memória de mim

 

Íntimo adverso
O nada inexiste
E nada peço
Sem vontade
Partido e desquerido
Errante certo, silencio

 

Triste sombra
Suspiro de alma
E hálito aflito
Dor sem grito
Sem chama, na lama
Com fome indistante

 

Olhar olvidado
Voz de breu
Gosto delirante
Sem luz ou rastro 
Andrajo sem passo
Sem chão ou eu

 

Comentários3

  • Maria dorta

    Desabafo como náufrago nadando em águas torrenciais. Teu grito calado dentro da nossa alma ressoa! Aplausos!

    • Hébron

      Vc me emociona em cada comentário.
      Gratidão, Maria Dorta

    • lucita

      Como diz a Neiva, onde aplaudimos aqui.
      Lindos versos!

      • Hébron

        Lucita, obrigado por tão alegre visita.
        Abraço

      • Edla Marinho

        Ah, meu Deus!!
        Cada dia me encanto mais com seus poemas, Hébron!
        Quero crescer e aprender...
        Meu abraço.

        • Hébron

          Ah! Fico feliz demais com seu carinhoso comentário, Edla!
          Obrigado!
          Abraço



        Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.