NOSTALGIA
Através das grades da janela,
vejo a lua etérea e prateada
brilhar, solitária e indiferente
com sua própria nitidez ofuscada
pelo frio clarão das hidrelétricas.
Observo o astro mudo e distante
no abismo índigo do universo,
quando as horas escorrem em silêncio
sob o manto espesso da cidade
e confesso a minha nostalgia.
Noite estranha, sombreada
duas vezes iluminada,
tão alheia e tão distante
daquelas da minha infância...
Quando apenas o luar prateava
os campos, casas e estradas.
Leide Freitas
-
Autor:
LEIDE FREITAS (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 17 de outubro de 2021 12:32
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Poesia, Eu Sou iamai
- Em coleções: COTIDIANO.

Offline)
Comentários3
Ainda bem que a lua ainda brilha, mesmo que a cidade tente ofuscá-la.
Lindo poema, Leide.
Abraços!
Obrigada! Fico feliz que gostou.
Lindo mesmo! Até lembrei de uma canção:
..."Oh, lua branca de fulgores e de encanto
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
Ah, vem tirar dos olhos meus, o pranto
Ah, vem matar essa paixão que anda comigo"...
Boa noite?
Obrigada! Boa noite!
Viva a nostalgia, querida Leide!
Se toda nostalgia rende uma poesia como esta, que seja bem-vinda.
Feliz semana, abraços!
Obrigada! Feliz semana!
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.