NOSTALGIA

LEIDE FREITAS

NOSTALGIA 

 

Através da grade da janela

vejo a lua etérea e prateada 

brilhando solitária e indiferente

sua própria nitidez ofuscada 

pelo brilho artificial das hidrelétricas.

 

Observo o astro frio e distante

na imensidão do universo

enquanto corre as horas em silêncio 

sob o manto intenso da cidade

e confesso a minha nostalgia.

 

Noite um tanto estranha 

duas vezes iluminada

diferente e tão longínqua 

daquelas da minha infância

quando apenas o luar iluminava 

os campos, casas e estradas.

 

Leide Freitas 

 

Comentários +

Comentários3

  • Zaira Belintani

    Ainda bem que a lua ainda brilha, mesmo que a cidade tente ofuscá-la.
    Lindo poema, Leide.
    Abraços!

    • LEIDE FREITAS

      Obrigada! Fico feliz que gostou.

    • Shmuel

      Lindo mesmo! Até lembrei de uma canção:

      ..."Oh, lua branca de fulgores e de encanto
      Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
      Ah, vem tirar dos olhos meus, o pranto
      Ah, vem matar essa paixão que anda comigo"...
      Boa noite?

    • Edla Marinho

      Viva a nostalgia, querida Leide!
      Se toda nostalgia rende uma poesia como esta, que seja bem-vinda.
      Feliz semana, abraços!

      • LEIDE FREITAS

        Obrigada! Feliz semana!



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