NOSTALGIA
Através das grades da janela,
vejo a lua etérea e prateada
brilhar, solitária e indiferente
com sua própria nitidez ofuscada
pelo frio clarão das hidrelétricas.
Observo o astro mudo e distante
no abismo índigo do universo,
quando as horas escorrem em silêncio
sob o manto espesso da cidade
e confesso a minha nostalgia.
Noite estranha, sombreada
duas vezes iluminada,
tão alheia e tão distante
daquelas da minha infância...
Quando apenas o luar prateava
os campos, casas e estradas.
Leide Freitas