Desamada Solidão

Italo Santos

Solidão que mata vai singela,
serpeando meus soluços risonhos;
São lágrimas azuis do meu sonho
que escorrem a tristeza bela.

Vem como chuva que desce a serra,
de minha face brotando jasmim,
floresce meu pobre jardim
como angústias que fecundam essa terra.

Solidão, que nunca perde seu valor,
vem como chuva que esfriasse o calor
e aparenta a alegria do tédio.

Não preciso de solidão sem amor.
Quero deitar-me em leito de dor,
quero amar o meu mistério.

  • Autor: Italo Santos (Offline Offline)
  • Publicado: 27 de setembro de 2021 20:07
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 8


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