Teu olhar era como as pétalas novas de um bougainville
No céu de minhas sensações uma chuva escondida
Não quis molhar teus pés
Nem salgar as horas
Inventei um aroma doce
Tranquei meus olhos
Eu só queria teu colo
Guardei tuas palavras num pote de sementes
Caminho pelo quintal do tempo
Envolto na plenitude do silêncio
Sempre protegi teu nome dos vendavais
Faz bem sorrir no espelho
Ouvir tua voz na cabeça
Abrir a janela
Deixar uma luz acesa no horizonte
Os cadáveres dos meus sonhos
Túmulos esquisitos
Uma igreja sem portas
Pétalas tristes na correnteza de uma chuva antiga
Quisera pedir de volta ao destino nossos rastros
Escapar das coisas irrealizáveis
Tento perdoar-me pelas ilusões impossíveis
Aquelas madrastas da fé
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Autor:
Farlley Derze (Pseudónimo (
Offline)
- Publicado: 10 de setembro de 2021 19:41
- Categoria: Triste
- Visualizações: 10
Comentários2
Que lindo, poeta! Tua poesia desceu como chuva de prata em minha alma... Obrigada pela partilha!
Muito obrigado, Ema. Fico feliz com suas palavras!
Boa tarde, poeta.
Que versos lindos!
Destaque:
"Quisera pedir de volta ao destino nossos rastros"
Grato, Edla, estou lisonjeado.
Boa noite, imagina,só agora vi seu perfil. Quanta formação você tem, sinto - me honrada em ler-te.
Eu caminho nos versos dos amigos ousadamente, sou apreciadora de poesias, no geral e, especialmente, de sonetos.
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