MatheusPoeta

Para as crianças do mundo (que cresceram)



Para as crianças do mundo
Que brincam
Que rolam
Que choram
Que se enganam.
Para as que não tem preocupação
Que possui inocência
Desconhece a procrastinação
Que não entende o conceito
Mas sente que o amanhã não é agora
E que pra depois, apenas o caixão.
Feliz a criança que cresce
E que quando cresce, se entristece
Não quer mais brincar
Quer sobreviver
Não quer o pão de agora
Quer o sustento pra ter pão
E se não tem pão, não chora
Morre, apenas morre
Morre, suplica, se humilha
Morre a criança
Morre a inocência
Nasce o adulto
Nasce a decepção
Nasce o depois
Morre o agora
Nasce o material
Morre a emoção
Nasce o lógico
Morre o risco
Nasce o vômito
Morre o balanço
Um adulto nasceu.

Comentários1

  • alana

    poema extraordinário. parabéns poeta



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.