ADEUS À VIDA

Maximiliano Skol



E já não vejo o azul do mesmo jeito, 

Aquele azul celeste é diferente,

Também, no firmamento eu espreito

Que até a lua me é indiferente.

 

E fico a meditar com que preceito

Veio essa diferença em minha mente:

O que me era denso: é rarefeito

Se me era complexo: é simplesmente...

 

E não mais duvidoso então medito

Que o meu olhar vê tudo como adeus

De modo inconsciente ou sem conflito,

 

Isso é bom: significa a despedida 

Sem pesar,  porque outros dias meus 

Prosseguirão mantidos no além- vida.

 

  • Autor: Maximiliano Skol (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 8 de junho de 2021 02:00
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 43
Comentários +

Comentários2

  • Dr. Francisco Mello

    Soneto bem feito, porém, sintomático. Não jogues a toalha, poeta. Vida longa, irmãosito. Baita abraço.

  • Liz

    Estamos sempre a nos despedir, diariamente damos adeus ao eu de ontem. Que amanhã você diga olá para si e para a vida. Bela poesia



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