Maximiliano Skol

ADEUS À VIDA

E já não vejo o azul do mesmo jeito, 

Aquele azul celeste é diferente,

Também, no firmamento eu espreito

Que até a lua me é indiferente.

 

E fico a meditar com que preceito

Veio essa diferença em minha mente:

O que me era denso: é rarefeito

Se me era complexo: é simplesmente...

 

E não mais duvidoso então medito

Que o meu olhar vê tudo como adeus

De modo inconsciente ou sem conflito,

 

Isso é bom: significa a despedida 

Sem pesar,  porque outros dias meus 

Prosseguirão mantidos no além- vida.