Avelino

Ondas e Vida

Vagas se desfazem, sumidas

No abrigo buscado, o sólido,

Se fazerem vivas, e o sonho.

E são impedidas ao vagar

No retorno, burbúrio, ao mar.

E inertes se dispersam, sós.

Constantes fluídas no imenso,

Do mesmo berço, nascidas,

Que se querem libertas, de virem

À vida tornarem viver.

E nesse carrossel insólito,

Traçam em moto contínuo,

Vai e vem de quererem ser,

Senhoras do destino, o seu,

Que buscam a solidez da praia

Em que nelas se espraiam,

Mas que se entregam,

Inertes e ao mar retornam.

E em outra vaga, tentar viver.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Autor: Avelino (Offline Offline)
  • Publicado: 23 de Dezembro de 2020 17:21
  • Categoria: Reflex√£o
  • Visualizações: 16


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.