Elfrans Silva

O JUÍZO DO TRONO BRANCO

Diante do Trono Branco
o monarca da terra se chegará
Foi rei, viveu nas delícias,
mas a justiça o julgará. 
Gozastes o bem do mundo
o mais profundo não procurou
Tivestes farto agasalho
o pobrezinho tu desprezou.
O dinheiro cegou teus olhos
te impedindo até de crer
Tua voz e os teus decretos
de agora em diante não vão valer.
Dizer o quê ? teu palácio será o inferno
aqui sou Eu que governo
e teus tesouros vão com você
Dizer o quê ? engula os teus editos
Tu já fostes exaltado
agora humilhado, sempre maldito.

Doutores que torcem a lei
corrompem o povo, chegou vossa vez
Dispenso a boa leitura
avançada cultura pra lhes defender
Aqui os diplomas se queimam,
anéis e medalhas não hão de brilhar
Aos pobres fizeste injustiça,
mas, Eu Sou justiça, vou te julgar
Deixei uma lei clara e pura
tua formatura foi pra distorcer
Mas, eu que não sou enganado,
Fiel Advogado,  condeno você
Dizer o quê? Sua lei foi a crueldade
Hoje na eternidade minhas sanções
vão prevalecer
Dizer o quê? sua língua disse mentiras
Eu que sou caridade
amo a verdade e não sei perder.

Diante do Trono Branco
pequenos e grandes terão de passar
Trazidos de tempos distantes
da morte, do inferno, da terra e do mar
Julgados por suas obras
presentes nos livros, registros de Deus
Que dia ! que noite ! que tempo !
Da Sua presença fugiu terra e céu
E aquele que não foi achado,
seu nome escrito no Livro da Vida
É lançado num lago de fogo,
abismo eterno, das almas perdidas
Dizer o quê? é a última hora !
O convite está lançado,
oprimidos,  cansados, quero aliviar
Dizer o quê? escape por tua vida !
Cristo é a Porta da graça
que breve se fecha e podes ficar

Comentários4

  • Romárico Selva

    Parabens, poeta.

  • Elfrans Silva

    Obrigado poeta Romárico por seus prestígio e comentário. Abraços

  • Joana Sousa

    parabéns

    • Elfrans Silva

      Grato, Joana.
      Saúde e paz para você. Inspirações sempre. Boa semana

    • Shmuel

      Grande Elfransilva, um poema a altura de seu criador com um desdobramento religioso e um sutil toque a arrogância.
      Abraços ao poeta.

      • Elfrans Silva

        Parceiro Shimul, é verdade. A arrogância
        cegou a humanidade ainda no Edem.
        Mas o juízo vem. Está presente na escritura sagrada, nas literaturas contemporâneas etc ... E nas nossas humildes poesias e poemas.
        Grato por seu comentário.
        Aquele abraço, poeta amigo.



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