santidarko

Lúgubre Insone

Em tumbal descanso,o eterno sonho,em desalinho;
Erga-te Futuro,pois não trajo lutos ou um corpo,
em definho a um rogo sozinho.
Meus rubros olhos,são brasões da noite;
Vagam em açoite penumbra,como um selvático réu da escuridão.
No claustro da Luz encoberta,
o deleite,da apreciada solitude razão.


Sonâmbulo do Tempo,
com seu não opor,em desprovimento.
Sepultura-berço,
dos dias que se debatem a um perneal  crepúsculo;
sob um desenlace em constrangimento.
Deite-se..., Passado;
prometo-lhe,com apenas um imaginar de pranto,
o lembrar salvo ,de um fossado;
com o dispor a um colocar,
de seu esplendoroso manto.

 

A gélida palidez da pele em treva recanto,
se declama,como um posto Sol;
em suas cansadas horas de sordidez.
Insensatez...,sob uma Linda Lua-Farol.
Em prol,de uma alegre e imortal,
estupidez.

 

Comentários2

  • Shimul

    Santidarko, este poema é lindo. Fico impressionado com o seu estilo, e como você enobrece a língua portuguesa. Usando palavras elegantes em seu texto poético
    Abraços ao poeta.

    • santidarko

      MUITO OBRIGADO Shimul.Quase "joguei ele fora".Postei por postar!!Não esperava um elogio.Me pegou de surpresa.Até mais Poeta.

    • Meno Maia Jr.

      De fato um belíssimo poema, uma obra de arte! como um vampiro condenado à vida eterna, assim vosso poema essa sina herda. O rebuscamento de vosso texto é algo de espetacular. Parabéns, amigo Poeta.

      • santidarko

        OBRIGADO Meno.Agradeço seu tempo em vir aqui!:)



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