Ao vê-los, lírios alvos de alabastro,
Erguendo-se em relevo ao céu de seda,
Sinto a minh'alma, em ânsia, que se enreda,
No doce jugo de um segredo rastro.
São cumes gêmeos, onde o olhar se perde,
No vale terno que o desejo traça,
Onde a respiração, em doce aragem, passa,
E o sangue, em fogo, a minha veia morde.
Em cada ponta, um rubi se acende,
Qual farol de encanto em mar de calmaria,
Que a minha mão, em prece, ali se estende.
Ah, quanto anseio em demasia, ó deusa,
Sorver o mel dessa fonte tardia,
E neles me perder, em hora amada e cega.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 8 de novembro de 2026 11:29
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Pacificador, Michel F.M.
- Em coleções: Ode a teus seios.

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