Encontrei Lady Day no meu vinho
Ao caminho de cada conversa
Que teríamos entre um carinho
E as risadas privadas da festa
Mas o fogo hoje estala o espinho
À lareira que é só o que resta.
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Recostei-me ao assento da sala
E sem fala o vinil se escorria
Pela história a lembrança me embala
Tão confuso sem noite e sem dia
Ouço a brisa e eu penso em rasgá-la
Ao tocar a cadeira vazia.
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Mas lembrei da promessa de vida
Prometida tão ébrios de som:
Se algum dia uma dor ou ferida
Nos roubasse da música o tom
Que dançássemos sós na bebida
Só lembrando do jazz que foi bom...
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Autor:
Fábio Marinho (
Offline) - Publicado: 8 de novembro de 2026 08:17
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Flavia Souza, Michel F.M.

Offline)
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