YES
Chego em minha casa,
Cansado do trabalho,
Com as dores e as aflições do mundo moderno —
Sensações tão corriqueiras e banalizadas
Que parecem parte do meu ser.
Não as quero,
Não posso trazê-las comigo,
Não quero contaminar o bem-estar
De quem me ama;
De quem eu amo.
Malvado mundo moderno que irradia ódio,
Que banaliza o mal,
Que seduz a cada tela que se abre no celular,
Que te cega e te afasta da beleza do lar.
Aos que aprenderam a viver a felicidade:
Gratidão!
Voltando para o seu refúgio, seu cantinho sossegado...
Sim! Isso é paz!
Muitos dariam tudo por tão pouco!
Sim, apenas:
Um banho quente,
Um prato de comida,
Um cobertor,
Um sorriso de seu amor...
Mas, infelizmente,
Há os que só trabalham,
Calejam,
Sofrem sem o mínimo existencial.
E assim, a cada dia, defronte ao espelho de minha vida,
Vejo refletido alguém que quer ser feliz,
Que quer a paz interior.
Desejoso por tê-la,
Desejoso por compartilhá-la.
A paz e o amor se conquistam, não se compram.
Geralmente, estão dentro de nós.
Deixo hoje, após a longa jornada, os ruídos do mundo moderno
De fora de minha casa.
Que não entrem em meu refúgio sagrado.
Que não façam barulho em minha consciência.
Pois amanhã volto ao mundo com as forças renovadas,
Disposto a dar um basta
Aos males que me afligem.
Mesmo que saiba que serão muitos,
Pelo menos quero força para tentar enfrentá-los.
19/04/2023
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Autor:
MARCIO TIMOTHEO LENZI (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de novembro de 2026 20:38
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4

Offline)
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