Luz no candeeiro, pequenas chamas que fumegam
Anotações, escrituras, textos que não param, continuam, sim, continuam
Mensagens que nunca mandei, estou revendo todas elas
Contas não batem, batimentos fora de ritmo, ah, mais uma vez, mais outra conversa
Sussurros, eu sinto fraqueza, na minha insensatez
Seu abraço, me faça dormir, não ando bem, nenhum pouco
Tire a minha máscara, abrace o meu rosto e diga que vai ficar tudo bem
Foram lembranças, sim, apenas um sonho ruim
Os nomes me assombram, eu nunca esqueci deles, do nome dos que já se foram
Não gosto desse gosto, como se tudo o que eu fizesse tenha sido inútil
E eu me senti destruído, quando meu irmão olhou para mim sem esperanças
Nunca será o mesmo, nunca será, porque ele já nem se lembra de mim naquela cama de hospital
Seguro as lágrimas, seguro a minha inundação, minha fissão
Apenas me abrace, apenas me diga que eu tentei, porque eu tentei
Longo caminho, longo caminho, segure a minha mão, Senhor, perdoe meus pecados
Quero ir para o lugar certo, quero ir para casa, quero tirar o casaco, onde fica o meu lugar?
Sinto muito, sinto muito, eu saí um pouco do caminho
Pode vir, já estou esperando, pode chamar o meu nome
No final, acredito, que sou apenas mais uma criança perdida...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de novembro de 2026 16:17
- Comentário do autor sobre o poema: "Nunca fui inocentado no meu tribunal interior, sou o juiz, a vítima e o acusador..."
- Categoria: Triste
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie, Um bardo, Michel F.M.
- Em coleções: Melancólico, Melhores poemas.

Offline)
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