Estou deitada sobre o lençol fresco,
as mãos presas com cuidado acima da cabeça,
os pés também contidos,
aberta ao calor da tarde que entra pela janela.
A brisa do mar traz o cheiro de sal
e mistura-se ao perfume da minha pele.
Meu corpo espera.
Cada músculo leve, alerta,
rendido à antecipação que me percorre inteira.
Tu terminas o último nó
e ficas ali, apenas olhando.
O silêncio pesa doce entre nós.
Eu sinto o teu desejo sem que digas nada,
e o meu responde, lento e inevitável.
Tua boca começa pelo pescoço,
desce e demora-se nos seios,
beija com firmeza,
depois continua a viagem
cada vez mais abaixo.
Quando tua língua me encontra,
o mundo se estreita.
Os quadris se movem sozinhos.
Um gemido baixo escapa
enquanto tu me saboreias com paciência,
como quem bebe água fresca
depois de uma longa sede.
As mãos exploram,
apertam,
guiam.
Eu me contorço dentro dos limites
que tu mesmo criaste,
e quanto mais contida,
mais o prazer cresce.
O lençol sob mim se torna quente e úmido.
O corpo inteiro treme
em ondas que vêm de longe
e me atravessam...
Tu não tens pressa.
E eu, amarrada ao momento,
entregue,
só consigo sentir
e pedir, em silêncio,
que não pares.
Cléia Fialho
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Autor:
Cléia Fialho (
Offline) - Publicado: 7 de novembro de 2026 09:42
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 5
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