O amor é como os pingos gélidos da chuva
Que lhe envolve aos poucos com leves toques
Mas que mudam para uma temerosa tempestade
Do que era antes um herói tirado dos contos de fadas
Torna-se drasticamente um imperador autoritário
Retirado de uma antiga história
Que conhece e preferia esquecê-la
Mas não pode ignorar
Os longos e profundos suspiros
O olhar brilhante
E o aroma penetrante
Que você deixava ao passar
Fazendo-me flutuar
E querendo voltar a te amar
Mas como posso voltar a te amar?
Quando partira o meu coração
Deixando me em uma vasta solidão
O que era antes uma carta escrita à mão
Tornou-se uma mensagem
Que com o tempo fora deletada
Restando me somente lembranças e águas passadas
Eu hei de perguntar me
Somente eu irei lembrar de nossa história?
Ou ela estará em sua vasta memória?
Causando-lhe sentimentos
Fazendo-te lembrar
De como tudo começou
E como chegara drasticamente ao fim
E agora o amor
É apenas a tal tempestade
Que espero chegar ao fim
Para vislumbrar as belas cores do arco-íris
Que aquecem meu coração
Lembrando-me de uma bela canção
Que falava sobre amar
Logo lembro-me de ti
Lembro-me de suas madeixas
Lembro-me dê seus olhos brilhantes
De seu perfume inebriante
Do calor do seu corpo
Quando envolvia-me com abraços
E afagava minhas madeixas
Em instantes meus olhos enchem-se de água
Pelas lembranças boas
Que tornaram-se dolorosas
A paixão ardente
Tornando-se assombrosa
Por que lá no fundo
Nunca quis perdê-lo
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Autor:
C. X. C (
Offline) - Publicado: 7 de novembro de 2026 09:17
- Comentário do autor sobre o poema: Criei este poema a 4 anos atrás para um trabalho de português no ensino médio, devíamos utilizar o romantismo e Napoleão Bonaparte como inspiração para a criação deste. Na época tudo fluiu, e agora ao rever este poema ele me assombra de alguma forma. Nunca imaginei que pequenas partes de um poema, agora carregariam o peso de algo que eu jamais imaginei vivenciar.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
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