PARA MAIORES DE 18...

Apegaua



Se dizia poeta.

E por tal ser.

Reivindicava toda arte do lugar.

Mas es que apareceu um feiticeiro.

E desafiou o poeta.

Para que fizesse do chão as palavras brotarem.

O poeta aceitou e como não era bobo.

Numa vara de condão carcomida e esquecida pelo tempo tocou.

E ordenando todos viram do chão as palavras brotarem.

 

Batatinha quando nasce.

Se esparrama pelo chão.

Desinibido ficando o poeta.

Que se fosse o dono do dom.

Emancipava não um.

Mas todos os corações.

 

O feiticeiro.

Vendo que por aquelas paragem não faria sucesso.

Colocou a viola no saco partindo sem nem avisar.

E o poeta para mais aparecer.

Avivou o que esquecido estava.

E que por muito por ai agradou.

 

Sou.

Sou.

Pequenininho do tamanho de um botão.

Carrego o amor no bolso.

E a sabedoria no coração.

E não me nego por dizer.

Que em certas horas do tempo.

Temos de nos fazermos de bobo.

Para melhor sobrevivermos.

E assim se conta quem faz.

Sr. Apegaua.

 

  • Autor: Apegaua (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 7 de novembro de 2026 05:40
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua, Michel F.M.


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