Se dizia poeta.
E por tal ser.
Reivindicava toda arte do lugar.
Mas es que apareceu um feiticeiro.
E desafiou o poeta.
Para que fizesse do chão as palavras brotarem.
O poeta aceitou e como não era bobo.
Numa vara de condão carcomida e esquecida pelo tempo tocou.
E ordenando todos viram do chão as palavras brotarem.
Batatinha quando nasce.
Se esparrama pelo chão.
Desinibido ficando o poeta.
Que se fosse o dono do dom.
Emancipava não um.
Mas todos os corações.
O feiticeiro.
Vendo que por aquelas paragem não faria sucesso.
Colocou a viola no saco partindo sem nem avisar.
E o poeta para mais aparecer.
Avivou o que esquecido estava.
E que por muito por ai agradou.
Sou.
Sou.
Pequenininho do tamanho de um botão.
Carrego o amor no bolso.
E a sabedoria no coração.
E não me nego por dizer.
Que em certas horas do tempo.
Temos de nos fazermos de bobo.
Para melhor sobrevivermos.
E assim se conta quem faz.
Sr. Apegaua.
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Autor:
Apegaua (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de novembro de 2026 05:40
- Categoria: Não classificado
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