O Ofício do Poeta

Francisco Manuel

Nem toda rima vira poesia.

Nem toda escrita é poética.

Nem todo poeta é artista.

Nem todo artista oficia sua escrita.

 

Nem toda oficina conserta.

Nem todo conserto vem com o tempo.

Nem todo tempo é propício.

 

Nem todo sentimento vira verso.

Nem todo verso vira poesia.

Nem toda poesia fascina.

Nem todo fascínio brilha.

Nem todo brilho cativa.

 

Nem todo cativo se entrega.

Nem toda entrega é sacrifício.

Nem todo sacrifício faz o poeta.

Nem todo poeta precisa saber rimas.

  • Autor: Francisco Manuel (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de novembro de 2026 22:03
  • Categoria: Sociopolítico
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Um bardo
  • Em coleções: Reflexões.


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