'TOLO'

Vlad Paganini



TOLO

Eu perdoaria sua covardia
contornaria tudo
Eu esqueceria com um abraço,
Um olhar sincero e com um beijo teu!

Fui ensinado que,
amor é isso.
Sangrar, sangrar,
e estancar o sangue com um abraço

Mesmo se eu não tivesse sido ensinado,
seria assim
A dor de não ter você,
me levaria ao fim ...


Que passem os minutos, dias e anos...
Todos jardins em flor e as estações do tempo!
Que eu viva, qual tolo, todas as ilusões
ingênuas de sentimento ...

Amar-te-ei, em todas as épocas,
em todo momento
Que passem as águas por muitas pontes
e que debruce a saudade por muitas
serras e montes

Ainda além deste céu, nas alturas.
Eternamente...
amar-te-ei,
como se fosse a primeira vez e única,
apesar das tantas aventuras!

Ainda que outro alguém o tenha
entre lençóis confidentes,
mesmo que os beijos sejam úmidos
e ardentes,
Amar-te-ei, sobre qualquer dor que me pese
o orgulho ferido, o despeito revolvido!


Sobre qualquer punhalada em meu coração,
sobre qualquer distância a nós imputada...
Tolo me entregaria em seus braços com amor e paixão
Porque sei, amor de mim, que ainda assim...
Não é pequeno o nosso comprometimento


Ah! Soubessem todos o tamanho dessa tolice!
Jamais me julgariam
Porque amar assim não é raridade, é milagre!

Vlad Paganini



 

  • Autor: Vlad Paganini (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de novembro de 2026 16:14
  • Comentário do autor sobre o poema: ‘É tolo quem se quer opor ao amor, como se pudesse lutar contra ele’ Sófocles
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
  • Em coleções: Poesias de Amor.


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