Onde você se esconde? Onde você guarda seu bem mais precioso?
Escutei em uma ligação, recados que nunca foram ditos
Na tentativa de lidar com seus dramas diários
Ah, eu senti o desespero na sua voz, eu senti o medo agarrar sua alma
Conte até 33 numa brincadeira de esconde-esconde bem no meio da floresta
Onde nenhum de nós será achado, nenhuma daquelas crianças será encontrada
Entre traumas e lembranças que você nunca irá esquecer
É possível encontrar ossos no meio do matagal
Um sentimento primal, quase primordial, pequeno, do tamanho de uma agulha
Uma vítima, tão inocente, transformada em um ego monstruoso
Porque nenhum de nós irá voltar ao normal
Um canino, do tamanho de um medo, deixada como prova do crime
O lugar em que se esconde, todos eles já sabem achar
Não adianta correr, não adianta se desesperar, o sol começou a baixar, queimando toda a nossa pele
Floresta inteira em pleno silêncio, um coelho que continua correndo no meio espaço aberto
Se havia pelugem branca, foi pintada com vermelho vivo enquanto se esconde nas sombras
Um sentimento primal, inato, tão belo e destrutivo
Uma vítima, tão inocente, transformada com um ego tão monstruoso
E o sangue que corre nas suas veias, bombeando toda a culpa, dessa vítima, que você nunca deixará ir embora...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de novembro de 2026 15:16
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie, Ayalah Verônica Berg, Michel F.M.
- Em coleções: Hostil, Melancólico, Melhores poemas.

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