Até onde posso escrever?
Até onde me é permitido sentir?
Já senti tanto.
Às vezes, queria que a vida nos concedesse uma cota diária, semanal, quem sabe mensal, para sentir.
Um limite para a dor,
para a alegria, para a tristeza.
Não porque não devam ser sentidas,
mas porque, às vezes, sentir tanto também cansa.
E há dias em que nem precisava.
A gente pensa que vai ser alguma coisa, e não é. Pensa que não vai ser, e é.
Entre o que esperamos e o que nos acontece, há sempre alguma coisa que nos escapa.
Tenho tanto a fazer,
tanto a descobrir,
tanto a viver,
mas ando tendo tão pouco.
Onde encontro aquilo de que preciso?
Em que lugar se esconde o que tanto procuro?
Sei que tudo isso precisa ser descoberto por mim,
mas há momentos em que não dá.
Não se encontram todas as respostas
enquanto se tenta suportar tantas perguntas.
Preciso de muito. De tanto.
E, ainda assim, ando tendo tão pouco.
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Autor:
Metamorfose (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de novembro de 2026 00:57
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
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