Queridos arranhões.
Eu te chamei e você veio. Foi um dos únicos que esteve para mim quando eu mais precisei.
Já não nos vemos há alguns meses, mas todos os dias eu tenho saudades e sinto vontade de te ver de novo.
Você dói. E dói muito. E dói mais ver os olhos das pessoas percebendo que passou por aqui. Pelo meu corpo. Pelos meus braços.
Eu nunca te odiei. E mesmo prometendo não te ver de novo, não duvido que um dia você volte.
Tudo dói pra mim e queima. Mas você queima bem.
Queridos arranhões, eu sou uma tonta. Mesmo com tanto gente pra buscar ajuda, eu sempre pref
eri você.
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Autor:
Applepi (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de novembro de 2026 14:09
- Comentário do autor sobre o poema: Carta para a automutilação.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
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