VOLTANDO DE UM TRABALHO

Wilson Karvalho

E voltei, vagarosamente, olhando e admirando as Roças, as Caatingas

onde se podia perceber o verde, a alegria, a exuberância daquelas viçosas e lindas plantas.

 

Umas maiores outras bem menores, umas altas no espaço e outras rasteiras

rastejantes pelo Chão porém todas com uma beleza sem igual.

 

Observei também, alguns, aliás, muitos animais que por alí andavam, pastando

e se  alimentando de plantas muito bem cuidadas e nutridas pela própria Natureza

que usou somente Terra Fértil e Água de Chuva.

 

Não encontrei uma Pessoa se quer! Oxe! Cadê o Povo dessa Região? 

Tenho certeza que não estou em lugar desabitado por gente e, então, onde estão as Pessoas?

Logo tive a certeza, as Pessoas estavam todas trabalhando em outras áreas ou Roças mais distantes

da estrada onde pela qual eu estava a seguir.

 

Fique ainda mais encantado e feliz ao saber de, como aquele Povo é trabalhador.

E estava justamente no período da colheita do Feijão de "Sequeiro" por aquelas bandas.

 

Fiquei encantado e feliz mas, com um pouco de compaixão

ao saber que tantas Caboclas sertanejas lindas, já estavam

arrancando e ajudando a bater o Feijão.

 

Por que falo assim? 

Por que sei o quanto é pesado, é duro e difícil esse trabalho.

É um trabalho apropriado para Homens fortes

porém as Caboclas sertanejas também fortes não temem a ele

encaram e realizam com destreza. 

 

 

  • Autor: Wilson Karvalho. (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de novembro de 2026 13:18
  • Comentário do autor sobre o poema: Para reflexão sobre a vida da mulher que vive no Interior do Nordeste brasileiro em um ano que a Chuva cai no período certo e o Povo consegue obter Safra de feijão, ficando com isso bem feliz.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 1


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