Águia passando no céu, vejo sua sombra por cima do sol
Ao longe você vê as nuvens? Se aproximam, mórbidas, escuras e carregadas
O chão treme, os cordeiros se abalam dentro da cerca
Animais para dentro, o ceifador se aproxima em outra forma
O espantalho desce da madeira, enquanto as galinhas correm com seus filhotes
Cão de caça, o que você faz? O que é para você fazer?
Com o machado nas mãos, com sua roupa suja e imunda
Pronto para defender, pronto para entregar a vida e sujar as mãos de novo
Seu suor é perceptível, duas mãos que tremem
Rodeado de cortes, dos pés até os pescoços, não sei como ainda está vivo
E corra para longe, cão de caça que extermina os ladrões
Cão de caça, feito para caçar, feito para entregar, cão de caça para onde vai?
Com os olhos feitos, sua vida se resume em apenas uma tarefa
Terra árida, pouca sobrevivência para os outros
Caçador, farejador, pêndulo pesado no pescoço
O primeiro sangue derramado ele nunca esquece, está marcado no seu rosto
Cão de caça, onde você vai? O que você faz?
Faça o seu trabalho, faça o que você tem que fazer
E não importa como acabe, não importa como você acabe
No fim, você sempre é, sempre será, apenas, um, cão, de, caça...sou um cão de caça?...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de novembro de 2026 11:56
- Comentário do autor sobre o poema: "Fomos feitos para aguentar, não para fraquejar"
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie, Michel F.M.
- Em coleções: Melancólico, Melhores poemas.

Offline)
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