É assombroso o peso do meu rancor.
Pesa minha coluna, meu sistema nervoso se treme, como um lutador de sumô.
Meu cérebro entra em pane e enebria meus sentimentos morbidamente, é como ter uma morte súbita diversas vezes, e lidar com o peso de carregar a própria morte estando viva.
Meu luto por mim mesma é continuo, é a parte mais determinada do meu ser.
É minha razão de estar com os aparelhos ligados e escrever com mãos trêmulas.
Quero cativar, da mesma forma que meu coração peludo bate ao peito
E cativa meu lírico.
Sinto os pulmões se enchendo de ar, e percebo, eu sou um sistema como todos os outros, como tantos outros.
Essa coluna de ossos perfeitamente organizados, que carregam minha carne vivida, cheia de vida.
É o motivo de aguentar o profundo luto da minha vida.
Minha razão é esse corpo ambicioso e essa mente instável, eu não sei o que quero, mas meu corpo quer conhecer o melhor.
Se esse meu rancor desaparece, resta em mim ainda esse corpo, essas vértebras, esses profundos nervos de neuróticos como todos somos.
Todo esqueleto tem seus nervos.
Sou essa neurótica como tantos outros.
E quero viver essa minha vida-morte e morte-vida, até que a morte súbita me leve á escrita eterna.
Lar dos melancólicos inaudíveis.
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Autor:
Poetisa_luzz (
Offline) - Publicado: 5 de novembro de 2026 09:04
- Comentário do autor sobre o poema: Eu tentarei postar uma vez na semana, adoraria ler a opinião de vocês aceito criticas. Esse poema é para aqueles que se escoram nas dores para continuar, somos poeira, apenas isso, a insignificância é geral, deveríamos viver sem tanto peso não acham?
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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