Cartazes espalhados, todos eles com o meu rosto
Não posso sair de dia, apenas nos vultos da noite
Acusado de tantas coisas, mas eu nunca fiz tudo o que dizem
Sei quem eu sou, sei o que deixei de fazer, sei da minha própria marca
Com as mãos tremendo, algemas pesadas, cabeça pendendo na guilhotina
Porque eu sou apenas um criminoso que se recusa a mentir
Com os pés amarrados e o sangue escorrendo do rosto
Feito para morrer, feito para aguentar, nenhum deles pode tocar a minha alma
Com olhos penetrantes, estou observando a cidade inteira
Vi seu coração na mão, esperando que eu correspondesse
Sou tão temerário, vestindo meu elmo de templário, nunca fui um assassino
Não espero que entenda, não espero que vá visitar o meu túmulo
Com asas derretidas, todas elas foram feitas de cera
Vou de encontro com o chão, minha vida sempre se resumiu nisso
Sem medo, sem amor, sem companhia
Sou apenas um criminoso, como qualquer outro, acusado de roubar o ouro e distribuir aos pobres
Já vejo os abutres querendo saciar a fome com a minha carcaça
Condenado por penas absurdas, não quero que as crianças vejam isso
E eles discutem, se será guilhotina, rifle ou apedrejamento
Mas sempre me mantive impassível, espero que seja assim até na morte, porque eu sempre fui tratado como um criminoso, mesmo não sendo um...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de novembro de 2026 18:04
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie
- Em coleções: Melancólico, Melhores poemas.

Offline)
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