O Diabo também traz tâmaras
Na praça vi a moça,
de tão bonita desisti.
fui comer o churrasco,
de repente a borrasca,
levou a casca da ilusão.
dos grossos pingos de chuva
corri, trombei em alguém
e era a moça: precisamos nos abrigar!
ao seu lado, corri como um menino
e achamos a marquise e eu disse não me pise,
você é muito bonita!
- Você acha?! E foi ficando mais bonita!
olhos de tâmaras, doce que não acaba.
você é muito bonita!
- Você acha?
eu acho! E achei que era macumba.
palpitou o coração como toque que confirma,
mas resolvi fazer um teste:
eu sou pobre!
- Eu trabalho!
minha casa é pequena!
- A gente aumenta!
e eu me disse, agora ela desiste.
- Sou da igreja!
- Vou contigo amanhã! Não corrigi o português,
era a mulher da minha vida.
A que horas?
As quatro!
Na Central?!
Na Central!
Rodoviária?!
Rodoviária!
entrei na rodoviária, um motorista em seu ouvido,
ela de costa se virou: você não chega,
este palhaço no meu ouvido...
ecoou a minha voz de tenor:
fale somente o indispensável!
encolheu-se na multidão o motorista.
Meu Deus, fiel, honesta! Acertei na testa!
entramos na igreja,
manifestou-se a pombagira,
puxou a saia para cima,
saiu correndo porta afora,
numa estridente gargalhada,
abraçando o motorista,
incorporado zé pelintra,
casal de zombeteiros.
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Autor:
LASANA LUKATA (
Offline) - Publicado: 4 de novembro de 2026 15:58
- Categoria: Humor
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Rebecca, Michel F.M.

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