O silêncio é sábia companhia.
Quem fala muito,
Acaba falando demais.
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17/06/23
[Michel F.M. - Acumulador de Feitos Invisíveis - Trilogia Ensaio sobre a Distração - Vol. 1]
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Autor:
Michel F.M. (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de novembro de 2026 06:13
- Comentário do autor sobre o poema: O poema "Emudecência" apresenta uma reflexão minimalista, mas profunda, sobre o valor da quietude e os perigos da loquacidade. O neologismo do título já sintetiza a essência da obra: a transição ou o estado de tornar-se mudo como uma virtude ativa. Abaixo, segue uma análise detalhada dos seus principais aspectos estruturais e temáticos: 1. Significado do Título ("Emudecência") • Neologismo: A palavra combina a ideia de "emudecer" (tornar-se silencioso) com o sufixo "-ência" (que denota estado, qualidade ou ação contínua, como em paciência ou resiliência). • Conceito: O título sugere que o silêncio não é apenas a ausência de som, mas um estado de espírito cultivado, uma habilidade ou uma virtude em desenvolvimento. 2. Análise Temática e Filosófica • O Silêncio Proativo: No primeiro verso ("O silêncio é sábia companhia"), o silêncio é personificado. Ele deixa de ser um "vazio" desconfortável e passa a ser um aliado que traz sabedoria. Estar em silêncio permite a escuta interna e externa. • A Armadilha do Excesso: Os dois versos seguintes ("Quem fala muito, / Acaba falando demais") trazem um tom quase proverbial. O eu lírico alerta para a perda de controle verbal. Quem preenche o espaço com palavras sem critério acaba ultrapassando a linha do bom senso, da discrição ou da verdade, gerando mal-entendidos ou arrependimentos. 3. Estrutura e Estilo • Minimalismo: O poema utiliza pouquíssimas palavras para transmitir uma mensagem complexa. Essa estrutura concisa espelha a própria mensagem da obra: a economia de palavras. • Linguagem Direta: Não há metáforas rebuscadas. A força do poema reside na precisão cirúrgica de seus termos e na quebra de expectativa entre o título complexo e os versos simples. Conclusão - "Emudecência" é um manifesto em favor da ponderação. O poema exalta a sabedoria contida no ato de calar e observar, contrastando-a com a vulnerabilidade daquele que fala sem pensar. É um convite contemporâneo à desaceleração verbal em um mundo saturado de ruídos.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Apegaua, Samara A. Ferreira
- Em coleções: Acumulador de Feitos Invisíveis.

Offline)
Comentários2
Toma cuidado.
Se não.
Acabas em silencio.
Dizendo tudo.
Que para muitos.
Nem foi escutado.
Apegaua
Isso mesmo duas orelhas e uma boca. Bom dia poeta. Abraços poéticos.
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