Singular

Flavia Souza

Singular 

 

 

Uma virgem se propõe

a pecar, viver com prazer,

se deleitar;

seu triunfo vem do singular.

 

 

 

 

Sozinha, retira suas vestes,

se apodera de toques

fervorosos, pulsantes.

Os seios passam

a ser seus senhores...

 

 

 

 

Vários movimentos

são excitantes.

Experimenta, em seu leito,

posições diversas:

acelera, abaixa, imita ondas...

 

 

 

 

Seu suor passa a lubrificar.

Ecos e sussurros a perseguem;

suas palavras já não têm mais cadência,

seus dedos viram mestres.

 

 

 

 

A carne se apodera da mente,

o corpo implora por um além.

O magnético momento vem:

seu físico se acalma,

o líquido escorre...

 

 

 

 

E se sente feliz

com um ato

apreciado,

degustado.

 

 

 

 

O instinto não é estéril,

mas sim uma manifestação

do próprio eu.

 

 

~BXXX ~

  • Autor: BXXX (Pseudónimo (Online Online)
  • Publicado: 4 de novembro de 2026 08:02
  • Comentário do autor sobre o poema: Na obra "Singular", é retratado o tabu referente à masturbação feminina como sendo parte do instinto, sem repressão ou dogmas religiosos. O título brinca com o conceito de "singular" na língua portuguesa, que remete a uma única pessoa. O poema evidencia o toque como uma forma de autoconhecimento, prazer espontâneo e manifestação do próprio eu.
  • Categoria: Erótico
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: Samara A. Ferreira, Paulo Silva
  • Em coleções: Erotismo.


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