A noite nos engole em seu manto de escuridão, Onde a luz do néon corta a fumaça e o ar, Eu viro mais um shot na palma da mão, Até o corpo esquecer como se faz pra parar.
Mais um copo, mais um fogo que queima no peito, Desço até o fundo nessa dança sem fim, As pernas fraquejam, não aguentam mais o peso, Mas o ritmo não deixa eu cuidar de mim.
Nas caixas de som, um grave perfeito, Um pulso acelerado que invade minha pele: Meu coração bate em sincronia com o DJ, No mesmo compasso que a pista comove e repele.
Que as pernas falhem, que a vista escureça, Na sombra da noite, eu sou pura vibração. Enquanto o som rolar e a mente esqueça, O DJ comanda cada batida do meu coração.
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Autor:
Poesia Abandonada (
Offline) - Publicado: 3 de novembro de 2026 18:15
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Jorge E. Leal

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