Eu lembro, sempre lembrei, sempre vou lembrar
De todo o ódio, de toda a revolta, de todo o medo, de toda a tristeza
Tremendo, aquele menino, continua tremendo, dentro do banheiro
Até que um dia, o sangue ferveu, o impulso foi forte, mais forte do que eu
Senso de superioridade, sempre apelando para a ignorância
Com os punhos que nos agredia, com as palavras que nos caçoavam
O silêncio que nos contamina, você não conseguiu ver o que plantou
O dia da colheita chegou, e violência foi a minha resposta
E me moldou, me transformou, me dilacerou
Cada soco, cada briga, tudo isso me marcou
Mesmo que eu fique velho, está dentro da minha personalidade agora
Vestindo minha armadura, sem retirar o elmo, nenhum deles consegue me ler
Assustado com a dor, remoendo todo o desespero
Não consigo controlar os impulsos, eu detesto me sentir sozinho
Então aprendi a bater, até o sangue descer, até os ossos não aguentarem
Você entende agora? Sou aquilo que você me fez ser, um antigo, você consegue entender o meu coração?
Sou a sua tempestade, sou a resposta implacável
O mundo tirou o que eu tinha, e jogou meu corpo na lama
Não consegue ver as cicatrizes, não te dei abertura, não consegue me ver, não consegue ler, uma arma carregada, que resolveu não atirar no bullying...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de novembro de 2026 14:34
- Comentário do autor sobre o poema: "Eu não te desejo mal. Desejo que você receba aquilo que você merece. Se isso é ruim, a culpa é sua" - Mukowski
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie
- Em coleções: Hostil, Melhores poemas.

Offline)
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