O cabo de Cerberus

Um bardo

Ó cão demônio, garganta de abismo.
Miro um ponto luminoso no escuro.
É uma estrela. A única desse céu.

A garganta do demônio late
Para lá do muro meu.
Calai-vos, cão do meu inferno.
A estrela observa, observa e mais nada.

Mãos de Lili, ocluam meus ouvidos.
Olhos de Lili, ocluam meus sentidos.
Navego pelo éter dos filósofos
e pelo rum dos vis piratas.

Lili, empunha o astrolábio.
Enquadra aquela estrela.
Determina o rumo deste barco.

Se preciso, chamarei Netunius para soprar o nosso rumo
a caminho de outros portos.

E, quem sabe, de outros céus.



02/11/2026

  • Autor: Um bardo (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 3 de novembro de 2026 00:02
  • Comentário do autor sobre o poema: Nao ta facil nao
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: Diário de bordas.


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