Sou a forma.
Mastigo bala de goma.
O doce não me engorda.
Astúcia?
Bruxa é quem sobra
quando o desejo cansa.
Venha.
Não prometo nada.
Prometer é dever.
Libertinagem:
coisa bem boa.
A chuva ensina.
Casada.
Muitas de mim.
Público gosta de palhaço.
Dou espelho.
Paranoica?
Presunçosa?
Organismo que escreve.
Escrevo para mentir melhor.
A verdade nunca vem depois.
Não espere.
Escolher é perder.
A noite era tudo.
O anjo aproveita.
A queda é nosso método.
Sorrio.
Querer é faltar.
O mundo cansa.
As outras também.
Amo meus lábios de mel.
Mentem bem devagar.
O melhor de beijar bem:
é beijar um homem
e fazê-lo sofrer.
O Gosto do Mel
de Ayalah Verônica Berg
-
Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de novembro de 2026 12:05
- Comentário do autor sobre o poema: "O hábito da ironia, assim como o sarcasmo, estraga o personagem, vai dando-lhe aos poucos um traço de superioridade malévola: no final você começa a se parecer com um cachorro malvado, que, mordendo, também aprendeu a rir." –Friedrich Nietzsche
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Luminoso, o Vitorioso, BellaSelva, Rebecca, Morlock, Ayalah Verônica Berg, Flavia Souza, Fábio Marinho

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.